sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Bebida alcoólica na Russia e no Brasil. Opções para diminuir a destruição causada pelo uso de cervejas, vodcas, whisky, etc



Alcoolismo: para mudar um comportamento é preciso aprender a se privar; perder inicialmente para que outro comportamento ganhe força e mostre seu valor. Regis Mesquita






No Brasil existem mais de 20 milhões de alcoólatras. Na Rússia, existem mais ainda.

É, na minha opinião, o mais importante problema de saúde pública. É um dos grandes fatores de violência doméstica e de desagregação familiar.

Bebida alcoólica, em exagero, é uma fonte de desgraça, maldade e sofrimento.

O que a Rússia está fazendo para diminuir este problema?

O ex-presidente Russo Dmitri Medvedev assinou uma lei que restringe a venda de cerveja na Russia.

O objetivo foi criar dificuldades de comercialização com o intuito de diminuir o consumo. Esta nova lei estabelece para a cerveja os mesmos limites da vodca. (leia a notícia abaixo)

Não acho que este deve ser o caminho do Brasil. Aqui deve-se proibir o INCENTIVO ao uso de bebida alcoólica através de propaganda e marketing (publicidade).

Sabe porque? 


Porque este mercado é prejudicial a todos nós. O álcool aumenta o número de acidentes, aumenta o número de aposentadorias precoces, traz problemas de saúde, etc.

Sabe quem paga?

Você, eu, todos nós.

A divisão do dinheiro fica assim: o bar ganha, o dono da cervejaria ganha, os garotos propagandas ganham, o rádio, tv e jornais ganham fortunas, E VOCÊ PERDE.

Bebida alcoólica traz fortunas para algumas pessoas. Traz sofrimento e custo para a maioria das pessoas.


É completamente maluco uma sociedade permitir propaganda de algo que gera problemas.

Já o consumo deve continuar liberado e ser regulamentado de forma mais rígida.

Beber e dirigir, por exemplo, deve ser punido com muito mais seriedade.

Como deveria ser: quem se recusar a se submeter ao bafômetro deve perder a carta de motorista por dois anos.

E, também, serem obrigadas todos os finais de semanas, durante um ano, a limparem as ruas e avenidas das cidades.

Punição deve ser séria para quem se recusar a se submeter ao teste de teor alcoólico ao serem parados em blitz de trânsito.

Proponho até um nome para esta lei: Lei João do Pulo.

João do Pulo foi o recordista mundial de salto triplo que teve sua carreira destruída por um sujeito alcoolizado que entrou na contramão e trombou com o carro dele.

Sabe quem pagou o preço do acidente? Foi o Brahma? Foi Zeca Pagodinho? Foi a Globo?

Não. Primeiro foi o João do Pulo e sua família.

Depois fomos nós todos, pois eu aposto que a família do idiota que destruiu a vida do João do Pulo ainda foi "presenteada" com uma pensão do INSS.

A realidade da Rússia:


"o Kremlin está preocupado sobretudo com o alcoolismo entre jovens, que vem adquirindo proporções de epidemia. A doença é considerada uma das principais causas da diminuição da população no país. Entre 1991 e 2009, a Rússia perdeu 6,4 milhões de pessoas, e pode perder outros 15 milhões até 2031 se o problema continuar a se agravar, segundo estudos". (Globo) [Ou seja, bebida alcoólica traz sofrimento para as famílias - Devemos permitir publicidade de algo que faz isto?]


Abaixo segue a lei da Rússia:

Nova lei restringe venda de cerveja na Rússia (The New York Times)

O crescimento lento mas constante da cerveja como a nova bebida preferida dos russos – substituindo a vodca – sofreu um revés na quarta-feira quando o presidente Dmitri Medvedev assinou uma lei restringindo a venda da bebida ao ar livre e à noite.

Na última década, conforme a renda dos russos cresceu, as fabricantes de cerveja obtiveram lucros notáveis, apesar do aumento dos impostos sobre a bebida.

...

Parte do sucesso de vendas se deve à ampla disponibilidade de cerveja na Rússia e à tolerância da polícia para com as pessoas que bebem em parques e no metrô, ao contrário de mercados mais restritos em outros países.

A nova lei, que entrará em vigor em 2013, irá restringir as vendas entre 23h e 8h e segue uma regulamentação similar para a vodca. A lei também proíbe as vendas em quiosques nas calçadas e nas estações de trem. Isso pode ser um problema para as fabricantes de cerveja, já que cerca de 30% das vendas agora vêm destes locais.

...

Os russos ainda bebem mais vodca do que cerveja. Reguladores russos dizem que o consumidor médio bebeu cerca de 12,5 litros de álcool no ano passado, cerca de quatro litros de cerveja e mais de cinco de vodca, de acordo com a Bloomberg News.

“A lei traz um pouco de ordem para a venda da cerveja”, disse Vadim Drobiz, diretor do Centro de Estudos de Mercado de Álcool Federal e Regional, de acordo com a Bloomberg News.

Por Andrew E. Kramer


PS: não basta sonhar com redução de impostos. O principal é reduzir os custos públicos de absurdos como estes.



Leia também: 

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Frente pela Regulação da Publicidade de Alimentos 

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A medicalização da vida não para de crescer. Saiba como se defender.









Cerveja não é mais comida, na Rússia:

Durante anos, a cerveja foi considerada um alimento na Rússia, país classificado entre os cinco maiores consumidores de álcool do mundo. Mas, após muito debate, o presidente Dmitry Medvedev aprovou uma lei que considera a cerveja uma bebida alcoólica - proibindo sua venda em bancas de jornais e no metrô, como era comum até então.

Até agora, os russos encaravam a cerveja como um refrigerante, o que possibilitou aos fabricantes da bebida escapar da pesada campanha pela redução do consumo de álcool na Rússia - que é, oficialmente, duas vezes maior do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Com a nova lei, a venda de cerveja será realizada apenas à noite, e fica proibida em locais públicos ou mesmo perto de escolas. Além disso, com os impostos aplicados a esse tipo de bebida, o preço da cerveja deve subir". (Globo)





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Lute hoje, se prepare a partir de hoje

A evolução é como o passar dos anos: quem amadurece torna-se mais competente para  lidar com frustrações e outros eventos negativos. Ao mesmo tempo, aprende a não se desesperar quando as coisas não andam bem.

Portanto, é lógico que quem amadurece e possui melhores recursos sofrerá menos e viverá melhor.

Este é o motivo pelo qual as pessoas que lutam e aprendem hoje podem ser otimistas de que no futuro poderão alcançar mais objetivos e serem mais feliz.

Todavia, não se esqueça, o aprendizado das dificuldades de hoje é que te tornará melhor preparado para enfrentar e curtir o futuro.

Regis Mesquita

Reflexão baseada nos ensinamentos do livro "A Espiritualidade no Dia a Dia"



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