segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A nova prostituição como projeto de vida pessoal. Prostitutas por vocação, escolha e profissão.








Estarão os “serviços sexuais” se tornando uma atividade “como outra qualquer”?



Pense em “profissional do sexo” e “rica”, “educada”, com “estrutura familiar sólida” e “acesso a informação” não são as associações que costumam vir a mente. Mas um estudo da Universidade de Arkansas recentemente descobriu que muitas mulheres americanas que entram para o mercado da prostituição de luxo possuem todas estas características.


Recusando-se a trabalhar na rua ou em prostíbulos, elas procuram trabalho como acompanhantes de luxo ou anunciam seus serviços pela internet. Longe de serem mulheres desesperadas para ganhar dinheiro para a sua próxima dose de alguma droga, pagar criar os filhos ou pagar as contas, elas buscam esta profissão pelos mesmos motivos que a maioria das outras pessoas procuram um emprego – dinheiro, estabilidade, autonomia e satisfação no trabalho.

Esta pesquisa se junta a uma série de outras descobertas sobre quem consideraria entrar para “a profissão mais antiga do mundo”. Um estudo britânico, publicado no jornal Sex Education, descobriu que 16,5% das estudantes universitárias considerariam praticar serviços sexuais, sendo que 93% delas mencionaram o dinheiro como principal incentivo. Outro estudo da Leeds University, que entrevistou 200 praticantes de “lap dance”, relata que uma a cada três participantes do estudo começou este trabalho para pagar os estudos.


Também esteve nas manchetes um estudo do Berlin Studies Centre, que revelou que uma a cada três estudantes de Berlim consideraria serviços sexuais como uma opção para pagar pelos estudos. (Além disso, descobriu também que mais de 29% das estudantes de Paris e 18,5% das estudantes de Kiev também o considerariam).


Cerca de 4% das 3.200 participantes do estudo de Berlim relataram que já haviam feito algum serviço deste tipo, como dança erótica, performances na internet ou prostituição. Os pesquisadores especularam que a grande carga de trabalhos escolares e as altas mensalidades das universidades tornam os bem remunerados pagamentos por hora deste tipo de trabalho muito atrativos.


Ao mesmo tempo que muitos não entendem o desejo que alguns têm em fazer serviços sexuais, o potencial que esta área tem de se tornar um “trabalho regular” muda dependendo de que atividades sexuais ele envolve.


Como o termo “serviço sexual” abrange uma ampla gama de trabalhos, como modelo erótica, strip-tease, lap dance, massagem erótica, ser uma dominatrix e apresentações pela webcam, uma pessoa pode ganhar dinheiro com atividades mais “leves” do que a prostituição (que é definida pelo Merriam-Webster como o “ato de praticar relações sexuais promíscuas por dinheiro”).


Como muitas vezes não envolvem nenhum contato físico, estes trabalhos parecem menos degradantes e ameaçadores. Assim, em alguns meios, tornam-se mais socialmente aceitáveis.


As mulheres que fazem estas “performances artísticas”, como geralmente as chamam, frequentemente não se consideram vítimas. Muitas vezes elas citam os pontos positivos do trabalho, como ganhar mais dinheiro em menos tempo, ter uma agenda de trabalho flexível, independência e anonimato como motivadores.


A partir das descobertas mencionadas aqui e das entrevistas com as mulheres desta indústria, pode-se começar a imaginar se estas atividades se tornaram “uma coisa como qualquer outra”… quer dizer, até que você considere se isso ficaria bom ou não no seu currículo.


Dra. Yvonne K. Fulbright


Fonte: Revista Entremundos 



Comentário do site Psicologia Racional: naturalmente esta não é a realidade brasileira. Apesar de existirem prostitutas universitárias, o grosso são de mulheres que buscam ganho maior para consumo ou que tem problemas econômicos e/ou familiares.

Muitas querem uma saída para a miséria. Muitas querem ir embora de casa. Muitas querem consumir roupas, passear, etc (acabam gastando tudo o que ganham com supérfluos).

Infelizmente, o estudo no Brasil é tão desvalorizado, que até as prostitutas o despreza.

Droga: apesar de não ser grande motivo para a prostituição, é comum que elas se envolvam com drogas. O ambiente de prostituição é recheado de péssimos exemplos e de violência. O que agrava todos os problemas sociais e mentais.

Uma parcela significativa está na prostituição como trabalho, porque gosta e sente satisfação. São mulheres que assumem sua sexualidade e também assumem um modelo de vida "mais divertido".

Em outras palavras: é cada vez menor aquele modelo da mulher coitadinha que é levada para a prostituição.




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