sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O Brasil precisa aprender o que é usar com equilíbrio o dinheiro público. Para que todos tenham acesso à saúde é necessário economizar sempre.



Sabedoria é fazer mais com menos. Vida simples.




Saber observar e ter disposição para aprender:
o caminho certo para o equilíbrio.





Você acha que o Brasil perde muito dinheiro com a corrupção?

Saiba que o Brasil perde muito mais dinheiro com a desorganização, preguiça, ineficiência e outros problemas.

Tudo que é público é tratado como se não fosse de ninguém. Praças, ruas, exames médicos, hospitais, etc.

É absurda a quantidade de exames médicos e procedimentos desnecessários no SUS. Tudo isto gera desperdício de tempo e dinheiro.

Qual a solução? Usar critérios técnicos para limitar o desperdício.

Acontece que a população do Brasil tem muito preconceito contra estabelecimento de critérios técnicos. Considera qualquer limitação uma forma de privá-lo de direitos.

Em todo mundo desenvolvido existem critérios rígidos para pedir exames e indicar tratamentos mais caros e mais complexos. Quando estive na Suíça, tive uma "aula" sobre estas limitações com um colega que é médico lá. As indicações dos médicos são constantemente objetos de auditorias e averiguações. Fiscalizam para evitar gasto público desnecessário.

Qual o objetivo deste controle? Quem REALMENTE precisa tem que ter acesso ao tratamento necessário.

Não adianta gastar dinheiro e lotar o serviço público com o que é desnecessário e depois não ter vaga ou dinheiro para tratar quem realmente precisa.

A notícia que me estimulou a escrever este texto foi esta do jornal F. de São Paulo:


Governo limita remédio usado no tratamento contra o câncer

O Ministério da Saúde está limitando o número de pacientes com leucemia mieloide crônica (um tipo de câncer no sangue) que terão direito a drogas mais caras para tratar a doença. Na semana passada, o hemocentro da Unicamp recebeu uma lista do ministério vetando 14 pacientes de continuar recebendo a medicação.

Os medicamentos de primeira linha são usados por pacientes no período inicial da leucemia. Com o tempo, é comum o organismo ficar resistente à droga. A solução, então, é recorrer ao tratamento de segunda linha, que chega a custar, mensalmente, R$ 7.000 por paciente, mais que o dobro do custo do de primeira linha.

Segundo Carmino de Souza, professor da Unicamp e presidente da ABHH (Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia), apesar do veto, os serviços estão realocando recursos e mantendo os pacientes sob tratamento. O hemocentro da Unicamp diz que acumula um deficit mensal de R$ 750 mil.

OUTRO LADO

A oncologista Maria Inez Gadelha, coordenadora-geral de Média e Alta Complexidade do Ministério da Saúde, afirma que a portaria que limita em 15% a porcentagem de doentes que precisam de drogas de segunda linha foi baseada em uma auditoria nacional que avaliou dados de pacientes com leucemia em vários serviços do país.

Segundo ela, menos de 10% desses doentes precisam de tratamento de segunda linha. Para dar uma margem de segurança, diz Gadelha, o ministério decidiu fixar o percentual em 15%.

A oncologista afirma que os hospitais tiveram quatro meses para se adaptar às novas regras ou informar ao ministério sobre problemas que a portaria acarretaria.


Comentário:

Existe um tratamento que custa X, outro que custa 2X e outro que custa 5X. Todas as pessoas que são curadas com o tratamento que custa X devem receber este tratamento. Mesmo que o médico, por motivos pessoais (ou financeiros), queira indicar o tratamento mais caro, ele não pode. Para que todos tenham acesso à saúde é necessário economizar sempre.

Uma sociedade sem equilíbrio é uma sociedade que não consegue se organizar e, por isto, não consegue oferecer o melhor. É que nem pai desequilibrado, dificilmente conseguirá oferecer o melhor para seus filhos. O uso equilibrado do dinheiro permite que o tratamento seja feito por todos e com menor custo.

Está de parabéns o Ministério da Saúde. Médicos, funcionários públicos, donas de casa, administradores de empresas, etc, devem aprender que o dinheiro público tem que ser respeitado para que possa ajudar um número maior de pessoas.


Autor dos comentários: Regis Mesquita
https://twitter.com/mesquitaregis



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Para refletir:

O governo "entrega" 200 reais para duas pessoas. Elas vão usar o dinheiro de forma diferente. Um poderá comprar um bom casaco por 50 reais e o outro comprará um bom casaco por 150 reais. O primeiro usará o resto do dinheiro para comprar comida. O segundo reclamará que o dinheiro que restou não dá para nada.

O segundo começará a reclamar do governo, falará mal dos políticos, etc.

No mês seguinte o governo manda para os dois 300 reais. O primeiro compra uma camisa e uma calça por 50 reais e o segundo compra uma calça por 250 reais. O segundo chama a tv e diz: olha que absurdo não tenho dinheiro nem para comprar camisa. Reclama do governo, dos políticos e da vida em geral.

As pessoas assistem a televisão e pensam: nós pagamos muito imposto e some tudo na corrupção. Que absurdo!

Estas pessoas são escolas, hospitais, prisões, judiciário, etc.

Muito maior que a corrupção é o desperdício de dinheiro.


Regis Mesquita

https://www.facebook.com/mesquitaregis




Preste atenção nos sinais da vida e tenha coragem de se tornar uma pessoa melhor a cada desafio.


Um comentário:

  1. Régis, que bom ler seu texto!!! Me identifiquei muito com ele. Tenho falado com as pessoas sobre o quanto majoramos o efeito corrupção" e percebo como elas ficam "aterrorizadas com a minha perspectiva. Teorizo que parte significativa tem relação direta com o que você colocou: ineficiência, improdutividade, desperdício, enfim, é a cultura da não realização, do mínimo necessário -- ou nem isso!! Complemento dizendo que é mais confortável colocar na conta da corrupção, pois assim terceirizamos né?? É o outro! Enquanto que assumir ineficiência, preguiça e incapacidade de realizar é bem mais desconfortável....Afinal somos nós, né!!?? Mais uma vez, parabéns pelo texto!!!

    Abs,

    Wendell Dias

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