sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Nossas cidades, assim como nós, precisam mudar. Saiba como são as ciclovias nas cidades da Dinamarca e da Suécia



ruas feias, cidades sem qualidade de vida. falta árvores, falta natureza.





Regis Mesquita



A rua acima é típica de uma cidade brasileira. Calçadas estreitas, sol infernal por falta de árvores, feias, e toda planejada para os automóveis.

Bicicleta tem que disputar espaço com os carros. Naturalmente, vence o mais forte: os carros. Ciclistas atropelados são grande parte dos acidentados que estão nas UTIs do Brasil. 

O conceito de rua mostrado acima foi criado para servir as pessoas mais ricas, que pegavam o carro e rapidinho faziam suas compras e voltavam para suas casas.

Os pobres iam de bicicleta ou a pé. Como sempre, as necessidades dos mais pobres não foram consideradas.

A função da rua era (e continua sendo) facilitar o trânsito dos carros e o estacionamento destes.

Este conceito está impregnado na consciência das pessoas. Por causa desta impregnação elas consideram normal esta situação na qual pedestres e ciclistas são colocados em segundo plano.

Acontece que o número de pessoas com carro aumentou e as cidades cresceram. O trânsito piorou e ficou mais violento. A cidade planejada para o bem estar dos carros fez com que todos desejem ter carros.

Pergunte a uma dona de casa porque ela gosta de ir ao Shopping. Ela responderá: segurança, é bonito, tem banheiro, não precisa ficar no sol, tem onde sentar, é limpo.

Tudo diferente da rua: suja, calçadas quebradas e estreitas, feia, sol (sem árvores), sem banheiro (ou banheiro porco), sem praças ou áreas de descanso.

Mudar a arquitetura das cidades é fundamental se quisermos facilitar a vida dos pedestres e dos ciclistas. 

É fundamental para gerar saúde e bem estar - qualidade de vida.

As ruas brasileiras refletem nossa cultura e nossas prioridades. Isto começa a mudar, aos pouquinhos.

Esta preocupação não é só brasileira. No texto abaixo leia o que está acontecendo nos EUA.


"Especialistas estão tentando pressionar o governo a reescrever os códigos de zoneamento e de construção para garantir que bairros e edifícios favoreçam os pedestres, ciclistas e usuários de escada. Um estudo realizado em 2009, por pesquisadores da Louisiana State University Medical School, identificou que se uma pessoa aumentar em apenas 2,8% o uso de escadas, pode evitar o adicional de uma libra (0.45 kg) de peso por ano. A correlação entre níveis de atividade física e peso saudável é um dos pressupostos mais bem estabelecidos na pesquisa sobre a obesidade, de acordo com William M. Hartman, psicólogo e diretor do programa comportamental Weight Management Program do California Pacific Medical Center, de São Francisco". 

Fonte: Scientific American 


PS: uma das metas de qualquer cidade deve ser garantir aos ciclistas conforto e segurança para usarem suas bicicletas como meio de transporte. É urgente criar um estatuto dos direitos dos ciclistas. Pessoas que decidem ter uma vida mais simples devem ser incentivadas (e não serem punidos, como acontece hoje).

Leia: A cultura do automóvel, o gasto do dinheiro público e a qualidade de vida das pessoas



Para refletir:

As ruas serviam originalmente para que cavalos andassem nelas. Eram vilas, com poucas ruas.

Depois, os muito ricos começaram a usar automóveis. Todas as ruas passaram a ser planejadas para servirem a estas pessoas. 

Por causa dos muito ricos serem os donos dos carros é que se criou o costume de que o pedestre é quem tinha que esperar o carro passar.

À medida que as cidades cresciam, os ricos e a classe média alta passaram a ter seus próprios veículos. 

Mais carros na rua, as laterais passaram e ser usadas para estacionar os veículos.

As calçadas estreitas e a boa educação indicava que os carros tinham prioridade.

Somente agora, no século XXI é que se começa a pensar diferente:

Faixas exclusivas para ônibus, ciclovias, calçadas maiores e prioridade para os pedestres.

Porém, pouco dinheiro tem sido investido nesta mudança. 






Na foto acima, uma área antiga de Copenhague, Dinamarca, pode-se ver a ciclovia em um nível diferente da rua (que não tem espaço para estacionamento de carros).

Nos países Escandinavos não é considerada função das prefeituras arranjar espaço para os automóveis estacionarem. Ou seja, eles não gastam dinheiro e nem espaço público para o uso privado e restrito.





Na imagem acima, uma ciclovia isolada e arborizada na Suécia. São exemplos que pode-se copiar aqui no Brasil



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