quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Algumas dicas sobre como o poder enlouquece as pessoas (para você não repetir na sua vida)





Regis Mesquita



No livro "Quickies: fascinating facts about the facts of life" existe uma passagem que conta a história da imperatriz chinesa Wu Hu da disnastia T´ang (700-900 d.c.). Ela  exigia que todos os visitantes masculinos, autoridades ou não, lhe prestassem homenagem ajoelhando-se na frente dela e chupando-lhe o clitóris.

Não acredito que a tal princesa tenha feito isto para ter prazer. Muito pelo contrário, com todo seu poder poderia escolher os melhores amantes para si. Ela queria testar as pessoas e provar o seu poder.

A prova do poder é quase sempre negativa. Ou seja, oferece algo ruim e obriga as pessoas a se submeterem.

Vou exemplificar: imagina se esta princesa oferecesse as mais belas mulheres para os visitantes terem relações sexuais. Não seria uma prova tão forte. Ela queria oferecer algo degradante e assim testar a submissão dos homens a ela.

Boa parte das pessoas oferece algo ruim para testar o amor ou a amizade das pessoas. Acreditam que a prova do amor/amizade é fundamental para ter segurança.

A outra pessoa, que recebe o que é negativo, se sente mal, desprezada, desprestigiada, etc. Com isto o vínculo vai sendo corroído. O resultado tende a não ser bom.

O resultado final fica pior quando as provas negativas vão se repetindo.


No caso do imperador Nero, a necessidade de mostrar seu poder fez com que ele ofendesse a sociedade da época. Ofendia cada vez mais, pois sua ousadia lhe dava a satisfação de testar e provar quão grande era seu poder.

“Nero, o exibicionista imperador romano que governou do ano 54 a 68 d.C., foi muito além, casando-se com dois homens em cerimônias públicas. Suetônio escreveu sobre o primeiro casamento homossexual de Nero: “Depois de tentar castrar o garoto Sporus no intuito de transformá-lo em uma garota, ele organizou uma cerimônia de casamento – com dote, véu de noiva e tudo o mais – com a presença de toda a corte; em seguida levou-o para sua casa e tratou-o como uma esposa. Vestiu-o com roupas elegantes e finas usadas pelas imperatrizes, conduzindo-o na própria liteira... pelas ruas de Roma, beijando-o amorosamente desde então e para sempre”.

Mais tarde, casou-se também com Doryphorus, forçando a corte imperial a tratar suas “noivas” masculinas com a mesma cortesia destinada às suas três esposas (Otávia, a primeira, de quem se divorciou depois de acusá-la de um adultério não cometido e sentenciá-la à morte; Poppaea, que morreu três anos depois e, finalmente, Statilia Messalina)”. (Fonte: O Livro do Amor)

Doidão este Nero, não é?

Existem muitos doidões à nossa volta. São todos aqueles que tornam a vida pessoal e conjugal mais pobre e conflituosa oferecendo o que é negativo.

A diferença é que possuem menos poder e, por isto, mais chance de serem confrontados. O medo da perda impede os desatinos maiores.

Pense duas vezes antes de testar seu amigo, seu irmão, seu pai, sua mãe, seu namorado, esposa, etc. No inconsciente deles ficará gravado: “se ela(e) me oferece o que é ruim é sinal de que não posso confiar e me entregar”.

Alguns até terão a decisão gravada no inconsciente: “se me oferece o que é ruim é melhor me distanciar desta pessoa”. É questão de tempo para se afastar ou criar um vínculo neurótico.

Se você pode oferecer o que é bom, não perca tempo querendo testar as pessoas. Crie vínculos sadios e intensos. Se mesmo assim a pessoa não quiser estar do seu lado, siga seu caminho em paz.

Ao oferecer o que é bom, intenso e verdadeiro irá criar boas condições para que algumas pessoas queiram estar ao seu lado. Não precisamos de quantidade, precisamos de qualidade.



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