quinta-feira, 17 de abril de 2014

Estupro, violência contra mulheres e o controle dos instintos no Brasil



Violência e maus tratos contra as mulheres




O IPEA (Instituto de pesquisa) fez uma pesquisa questionando o quanto as pessoas concordam com a seguinte afirmação: “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas.”
26% das pessoas responderam que concordam totalmente ou parcialmente com esta afirmação.
58% discordam totalmente desta afirmação.

A mulher coloca uma roupa hipersensual e sai na rua.
O homem vê e fica estimulado sexualmente.
Alguns homens se controlam, outros não.
Podem mexer, xingar ou até usar de violência física.
A responsabilidade é de quem?
A responsabilidade é sempre individual.
Cabe a cada um assumir plena responsabilidade pela sua vida.


O autocontrole só é eficiente quando a pessoa deixa de se ver como vítima.
Enquanto for vítima, o outro é o culpado.
O homem olha e fica excitado; mas é frustrado pela mulher que não se importa com ele.
Alguns não aguentam a frustração e desenvolvem raiva; eles sentem que são vítimas das mulheres que os excitam e não os satisfazem.
Pessoas fracas são capazes de muitas maldades.
Ficam piores se encontram prazer na maldade.
Elas perdem o autocontrole e passam a ter prazer em humilhar, agredir ou desprezar mulheres.
Agridem mulheres de todas as classes sociais, todas as raças e credos.

A natureza tornou o homem capaz de se excitar com qualquer tipo de mulher.
No começo do século XX, quando as roupas eram muito mais longas, os homens também se excitavam.
Há dez mil anos, os homens também se excitavam.
A excitação sexual é uma forma de prazer; saudável e necessária para a preservação da espécie.
Mas, além dos instintos, a natureza brindou o humano com outras capacidades: autocontrole e capacidade de se relacionar com respeito.
Portanto, não é a roupa que faz o homem “perder a cabeça”.
É a incapacidade de tolerar a frustração pelo fato da mulher ter o poder de decidir sua própria vida sexual.
Este homem, indignado com sua insignificância sexual para as mulheres, terá na agressividade uma opção constante.
Na empresa poderá bloquear o progresso profissional de uma mulher.
No lar poderá depreciar a esposa ou filhas.
Manterá em sua mente várias crenças negativas.
Ou seja, estará pronto para agir, mas não para agir com justiça.
Em todas as culturas, a fraqueza dos homens gera a culpabilização da mulher.
Preste atenção: a violência e o preconceito se mantém fortes porque uma parcela da sociedade sempre DEFENDE quem a pratica.
Quando homens indignados com sua própria frustração atacam mulheres, sempre existe alguém para concordar com eles.
É assim que a violência perpetua.
Ela precisa de apoio social.
Atualmente existem tão poucos casos de sacrifícios humanos porque o apoio a esta prática é quase zero.
Existem muitos casos de violência policial porque os indivíduos impotentes frente à violência clamam para que “alguém faça algo”.
Quanto mais impotentes, quanto mais fracos, mais indignados e mais clamor por violência.
Os indignados são mais dispostos a tolerar injustiças e maldades.
Portanto, pessoas que concordam com a agressão contra mulheres são pessoas que se acostumaram a projetar nos outros sua raiva e sua insatisfação.
São pessoas que se vêem como vítimas e que, por isto, toleram a violência.
Uma sociedade violenta é consequência de uma ampla maioria de pessoas com mentes violentas.

(Obs: A cultura atual treina as mentes para serem impulsivas e descontroladas. O desafio é buscar o autocontrole. )

A mulher, que sofre qualquer tipo de constrangimento, deve enfrentar esta ameaça se autoafirmando. Afirmando sua liberdade, seu poder, sua força e sua capacidade de cuidar de si e enfrentar os desafios da vida. Homens que não toleram a frustração sentem-se a vontade para usar várias formas de violência e depreciação com mulheres que não se afirmam.


Autor: Regis Mesquita


Para refletir:

“Ideias negativas que se mantêm vivas na sociedade dependem de espíritos que se negam a aprender, pois é através deles que continuam a circular. Por isto, é muito importante leis que penalizem a ação destas pessoas e, assim, as inibam em sua conduta negativa. A lei protege a vítima e o potencial infrator.”

Livro Nascer Várias Vezes, pag, 258 – capítulo: “o ser humano realmente evolui?”

Leia a introdução ao livro Nascer Várias Vezes.



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