Regis Mesquita
A cada bomba que os EUA jogam, mais jovens sem esperanças partem para o radicalismo.
As dezenas de ditadores corruptos, que contam com o apoio dos EUA, massacram a esperança dos jovens. Todos os dias, milhares deles são doutrinados pelos grupos islâmicos radicais.
Países que fazem as vezes de "amigos" dos EUA, como a Arábia Saudita, são os primeiros a financiar com BILHÕES de dólares grupos islâmicos radicais. Foi de um destes grupos radicais que surgiu o primeiro, mas não único, Bin Laden.
Governos que os EUA sustentam na base da "metralhadora" negam a liberdade religiosa. É o caso do Iraque, onde os cristãos são discriminados pelas leis e práticas que os próprios americanos ajudaram a criar.
Guerra é antes de tudo negócio e disputa de poder - alguém quer mandar e se dar bem, enquanto a maioria sofre.
Neste ponto sou descrente: morte, guerra, violência, miséria, corrupção, subdesenvolvimento, falta de liberdade religiosa - tudo isto é um berçário de novos Bin Laden.
Gostaria de indicar este texto: A morte de Bin Laden, a caminho da irrelevância
@mesquitaregis
PS: gostaria de lembrar que o plano de campanha do Osama, presidente dos EUA, era bem mais civilizado. Ele propunha substituir progressivamente as armas por ajuda humanitária; os EUA iriam ajudar a reconstruir casas, ajudar as pessoas mais simples, apoiar políticos honestos, etc. Não sei avaliar se isto está sendo feito, parece que não.
O plano era simples: vamos fazer o bem, para que através do respeito mútuo, o diálogo seja possível.

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