sexta-feira, 22 de julho de 2011

O louco, a delícia de perder as máscaras sociais


O louco, a delícia de perder as máscaras sociais





Regis Mesquita


Amigos site Psicologia Racional,


Existe uma regra no espiritualismo: quanto mais evoluído, menos necessidade de máscaras sociais.

A máscara social é criada pela pessoa com o desejo de se defender. Ou seja, a pessoa se esconde e mostra uma máscara que, supõem, evitará punições e/ou trará recompensas.

As máscaras sociais tornam as pessoas menos espontâneas, mais medrosas e inseguras, mais dependentes da opinião dos outros. As máscaras só são eficientes se garantirem a aprovação das outras pessoas; afinal, elas foram criadas para darem esta segurança: ser aprovada pelos outros.

Só um "louco" aceita ser ele mesmo, com suas qualidades e defeitos. Só um louco aceita o risco de ser avaliado pelo que realmente é. Sendo assim, quem desenvolve muitas qualidades terá menos dificuldades de romper com as máscaras.


Um célebre psicólogo gostava de atender seus pacientes descalço. Muitos pacientes não conseguiram confiar nele, pois tinham em mente a forma como um psicólogo deveria se vestir. O psicólogo fugiu da máscara social, alguns aceitaram como ele era e outros não.


A punição foi procurarem outro profissional que vestisse (máscara) como eles queriam. Algumas pessoas não ligaram para seus pés descalços e mantiveram o tratamento por causa da qualidade do serviço prestado pelo profissional (foco principal).

Observe que a máscara social sempre exige sempre mais das pessoas: não basta ser um ótimo profissional. Tem que vestir de tal forma, fazer tal coisa, falar de tal jeito, etc. A vida fica complicada, difícil e o foco é perdido.

Quem desenvolve habilidades e qualidades, e ousa se livrar das máscaras sociais, vive uma sensação deliciosa de liberdade, satisfação e de realização pessoal.

Quem atinge este nível não quer regredir. Sinal de que é muito bom.

Abaixo um conto do Khalil Gibran, que me animou escrever este texto introdutório.

O Louco

"Tem gente que me pergunta como foi que enlouqueci. Foi assim: certo dia,muito antes dos deuses nascerem, acordei de um longo sono e descobri que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas - as sete máscaras que eu tinha feito e usado em sete vidas - e sai correndo pelas ruas apinhadas de gente, gritando:

_ Ladrões, ladrões, malditos ladrões!

Os homens e as mulheres riam, mas alguns correram pra casa com medo de mim. E, quando cheguei à praça do mercado, um jovem que estava no terraço de uma casa gritou:

_É um louco!

Ergui os olhos para ele e o sol beijou meu rosto nu pela 1ª vez.

Pela 1ª vez o sol beijou meu rosto nu e minha alma inflamou-se de amor pelo sol e não quis saber mais de máscaras.  E gritei em transe:

 _Abençoados, abençoados ladrões que roubaram minhas máscaras!

Foi assim que enlouqueci. E encontrei liberdade e segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aqueles que nos compreendem nos escravizam de algum modo. Mas não quero ficar orgulhoso demais de minha segurança. Nem na cadeia um ladrão está a salvo de outro ladrão"

Gibran Kalil Gibran


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Para saber mais sobre máscaras sociais sugiro que você estude os textos do Blog Caminho Nobre.


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4 comentários:

  1. Nossa,hoje mesmo eu passei o dia pensando numa máscara, porque já vi que não posso ser eu mesma se ser considerada louca.

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  2. OLá,Regis
    Viver em um mundo sem máscaras socias é sofrer as consequências de ser rejeitado pela sociedade,é não ser compreendido,na maioria das vezes!! Como sofro por isso...aqui no trabalho dizem que sou louca!
    Twitter bocade_latao.
    Abraços

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  3. Amiga,

    a rejeição vem de outros fatores, que não a perda das máscaras sociais. Preste atenção nesta parte do texto: quem desenvolve muitas qualidades terá menos dificuldades de romper com as máscaras.

    Seu desafio é este. Aliás, este é um desafio muito comum.

    Siga o site Psicologia racional, ele é sempre atualizado.

    att,

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  4. Na sociedade em que vivemos, não é fácil viver sem máscaras, porém, o importante é estar consciente disso, e tentar ser verdadeiro sempre que possível.

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