quarta-feira, 11 de maio de 2011

Novo código florestal e as leis que incentivam o aprimoramento humano



Regis Mesquita

Grande parte dos seres humanos precisa de metas e punição. Se não for assim, eles próprios serão vítimas de suas más tendências: preguiças, incapacidades, inação, comodismo, etc.

A principal função das leis é incentivar as pessoas a tomarem determinadas atitudes. Observe, por exemplo, a lei que pune o estupro - para quem ela serve? Não serve para as pessoas que tem a capacidade de controlar seus impulsos. Portanto, serve para aqueles que tem dificuldade de controlar seus impulsos sexuais e/ou agressivos. Milhares de estupros deixam de acontecer todos os anos porque os potenciais estupradores tem medo da prisão. Por medo, eles se controlam, e (talves) até aprendam a usar adequadamente os seus instintos sexuais/agressivos.

A lei que obriga as pessoas a usarem o cinto de segurança só "pegou" quando um político populista começou a multar os motoristas. Só assim as pessoas saíram da comodidade e da preguiça, e passaram a respeitar a lei (e dar menos custo para o sistema de saúde pública).


O código florestal brasileiro existe há muitos anos. Era de mentirinha. Até que o governo federal (através do Ibama), a justiça (através de alguns juízes) e o ministério público (através de alguns promotores), começaram a fazer cumprir a lei. Começou, então a gritaria de quem NÃO quer cumprir a lei. Foi então que setores tradicionais do país começaram a lutar contra as leis ambientais.

A imensa maioria das fazendas (médias e grandes) do Brasil são pouco produtivas e/ou deficitárias. Somente uma minoria é produtiva e lucrativa de verdade. A maior parte destas fazendas deveria ir a falência, como acontece com quem tem loja ou fábrica. Quem não sabe administrar e ganhar dinheiro seguindo as leis tem que deixar o negócio.

A maior parte destes fazendeiros não estudam, não se preparam, não fazem um adequado controle de custos. São pessoas trabalhadoras, mas ineficientes no negócio que se propõem a ter. O Brasil tem que deixar estas pessoas falirem, se não melhorarem. Pessoas mais dinâmicas vão comprar estas terras e produzir respeitando as leis, principalmente trabalhistas e ambientais.

Se um lojista fecha a loja quando tem dificuldades financeiras, por que temos que ficar dando dinheiro e mudando leis para que os fazendeiros ineficientes possam se manter com baixa eficiência e sem respeitar as leis?

Qual a saída? Estas pessoas deixarem o papel de vítima. Elas devem olhar para si mesmos e perguntarem: como posso viver melhor respeitando as leis? O que devo fazer para produzir mais, diminuir custos e aprender a administrar melhor meu negócio?

Se pensarem assim se tornarão pessoas melhores, mais dinâmicas, mais preparadas, mais propensas à honestidade.

Se se fizerem de vítimas, terão a oportunidade apenas de aumentar suas más tendências e acomodar.

O ser humano tem que melhorar, sempre. Para ajudá-lo é que existem os desafios da vida, desafios da lei, desafios da natureza...

PS: se continuarem a se sentirem vítimas, continuarão a desenvolver a RAIVA dentro deles, pois considerarão que as leis ambientais estão agindo CONTRA eles. Se perceberem as leis ambientais como um incentivo para serem seres humanos melhores, irão desenvolver a gratidão.  O que é melhor?

2 comentários:

  1. "Pessoas mais dinâmicas vão comprar estas terras e produzir respeitando as leis, principalmente trabalhistas e ambientais."
    Ledo engano! Os "grandes", se mais ricos ( e eu creio que sim) têm dinheiro para pagarem grandes escritórios de advocacia, bem como exercerem uma poderosa influência junto ao judiciário e escaparem do cumprimento da lei. Estes acabaram por comprar as terras dos que não gozam dos mesmos privilégios.

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  2. Amigo,
    existem vários soluções para o problema que você aponta. Uma delas é o BNDES diminuir os empréstimos para multinaionais e aumentar o financiamento cidadãos brasileiros pobres e de classe média. Desta forma poderiam comprar estas fazendas e produzir dentro de normas exigidas pelo banco.
    Tudo tem solução, desde que tenhamos foco e prioridades consistentes.

    Regis

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