sexta-feira, 10 de junho de 2011

Adolescente fica rico com criatividade e planejamento. Aprender a planejar, testar, buscar soluções e superar dificuldades



Saiba gerar mais satisfação, mais alegria, mais carinho sendo criativo




Amigos do site Psicologia Racional,

Uma das mais importantes funções da educação, seja em casa ou na escola, é incentivar as crianças, adolescentes e adultos a planejar, testar, buscar soluções e superar dificuldades.

É o que costumo chamar de ciclo completo: do planejamento, à execução, ao usufruto.

Antigamente, apesar das escolas serem mais limitadas do que hoje em dia, as crianças tinham uma outra grande escola: a rua.

No ambiente da “rua”, as crianças inventavam, planejavam, organizavam, preparavam e finalmente brincavam com o que criavam. Produziam de pipa à carrinhos de rolemã. Criavam bonecos e organizavam suas brincadeiras. Existia o momento da concepção do projeto, a busca por soluções e a testagem das estratégias.

Hoje são consumidoras e seguidoras. Compram brinquedos (as vezes em volume tão grande que não conseguem se organizar e nem brincar), suas diversões são mediadas e organizadas por adultos ou organizações, não planejam e nem testam quase nada.



Lembro da primeira festa de criança que fui na qual havia um “tio” para organizar as brincadeiras para as crianças. Ou seja, até para organizar um pega-pega havia um adulto fazendo parte do trabalho para elas. Achei estranhíssimo! Crianças sem autonomia que precisam de adultos para organizar por elas as brincadeiras. São seguidoras e consumidoras.

Para jogar futebol vão na escolinha. Jogos e brincadeiras que exijam mais tempo de execução, planejamento e estratégia são constantemente desprezados ou abandonados. Agem como pequenos viciados que precisam ter recompensas o tempo inteiro. Explico: vídeo game, por exemplo, são projetados para dar pequenas recompensas em curtos intervalos de tempos para prender o interesse das crianças. O mesmo acontece com os programas de televisão.

O FAZER, produzir, é uma das maiores fontes de prazer que o ser humano possui. Ao tornar-se consumidor e seguidor perde-se esta fonte de prazer. Portanto, fica necessitado de ter outras fontes de prazer, rapidamente.

Ninguém precisa voltar no tempo em que se matava o porco para tirar a banha e fazer o sabão em casa.  Em inúmeros pontos da sua vida você será o consumidor destruidor; ou seja, aquele que pega o produto pronto e o destrói. Compra sabão em pó e o usa para lavar roupa – você está fazendo o parte final do ciclo completo: destruindo. O ciclo completo pressupõem parte em que há a criação, depois o uso e, por fim, a destruição. Você pode planejar um rede para deitar, produzir a rede, usá-la para seu descanso e, com o tempo, ela apodrecerá. O grande problema é quando a pessoa praticamente só vive a parte destrutiva da vida. Sem o fazer, a capacidade de ter satisfação diminui muito.

Procure vivenciar em sua vida o máximo do ciclo completo. Aproveite para dar intensidade ao que você gosta.

Com crianças e adolescentes é importante incentivar a autonomia e o desenvolvimento de projetos que cumpram a função de gerar a capacidade de planejamento, execução, teste, usufruto.

Reproduzo abaixo uma notícia do site UOL sobre um adolescente que desenvolveu um produto.

Não é necessário criar um produto comercial. Basta criar as próprias brincadeiras, em ambiente (preferencialmente) sem regulação de autoridades. Ou pode-se desenvolver outros projetos, como criação de peixes (não é comprar peixe e esperar que ele morra) na qual aprende-se a criar, reproduzir, manter e conhecer a vida aquática.


Dica: Na coluna da esquerda, clicando no marcador "geração seguidora" abrirão dezenas de textos sobre este tema. Escolha o que prefere e boa leitura.


"Britânico de 13 anos inventa campainha que liga para celular e ganha fortuna

Um garoto de 13 anos de Croydon, no sul de Londres, inventou uma campainha, que ao ser acionada, faz uma ligação direta para o telefone celular.

Laurence Rook já recebeu mais de 20 mil pedidos de compra e calcula que vai receber nos próximos meses cerca de 250 mil libras - quase R$ 650 mil.

A invenção tem duas utilidades. Para conhecidos, o morador pode explicar que não está em casa. No caso de ladrões, ele pode fingir que está, evitando furtos e invasões.

Clique Aqui
Ele conta que teve a ideia quando uma companhia de entrega tentou deixar um pacote na sua casa, mas não tinha ninguém para receber.

"Na segunda ou terceira tentativa de entrega, em vez de deixar um bilhete dizendo 'por favor venha ao correio pegar o seu pacote', eu pensei 'por que eles não telefonam?'", disse Rook.

O modelo foi desenvolvido para uma competição na sua escola.

O garoto afirma que pretende reservar parte do dinheiro para pagar uma universidade no futuro, mas que quer gastar a outra parte apenas se divertindo.

Laurence patenteou a ideia e com a ajuda de Paula Ward, uma amiga da família, contratou uma empresa na China para produção em escala.

Eles agora negociam para a invenção chegar às lojas britânicas em setembro."

(Fonte UOL)



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Para Refletir:

Se tratar com carinho e tratar o próximo com educação.

É assim que as tensões diminuem e surge a paz.

Para que a paz perpetue é necessário respeito.

Não existe maior respeito para com o próximo do que "fazer bem feito".

Todos possuem suas dores e dificuldades. E merecem a paz e a tranquilidade que surgem quando estão em ambientes nos quais as pessoas são competentes, eficientes e dedicadas.

Se esforce para fazer bem feito e assim diminuir a confusão e o sofrimento no mundo.


Regis Mesquita
Texto do blog Caminho Nobre: http://caminhonobre.com.br/


Como é que crianças e adolescentes criados apenas como consumidores destruidores poderão desenvolver a alegria do servir, do ajudar, do compartilhar? É possível, mas é muito mais difícil.

Como é que crianças e adolescentes criados sem dinamismo, sem autonomia e com pouca experiência de planejamento e criação poderão se tornar adultos capazes de fazer aquilo que não foram treinados na infância?







Leia também:
















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