domingo, 30 de janeiro de 2011

Nosso cérebro muda, segundo o que fazemos, pensamos e sentimos. Exemplo de como a raiva domina a mente da pessoa.




A pedra preciosa não pode ser polida sem fricção, nem o homem aperfeiçoado sem provação. Confúcio





Amigos do site Psicologia Racional, reproduzo aqui esta interessante reportagem do jornal Folha de S. Paulo.


"Antes, acreditava-se que a pessoa só perdia neurônios durante a vida. Agora, vemos que podem brotar em qualquer fase da vida, e determinadas atividades fazem a estrutura do cérebro mudar."

Isso significa que o cérebro adulto também é plástico, capaz de ser moldado".

Não é só a meditação que é capaz de mudar a estrutura do cérebro.

Outros estudos já mostraram que o aprendizado de novas habilidades podem levar a alterações na massa cinzenta, disse Britta Hölzel, autora da pesquisa.

"Essas mudanças não são específicas para a meditação. O cérebro é plástico, e eu diria que ele muda com tudo que fazemos."

Durante a atividade física, por exemplo, são liberadas substâncias que estimulam o crescimento neuronal, diz a neurologista Sonia Brucki.


O aprendizado de novos conhecimentos também leva a essa reação. "Um outro exemplo é em caso de derrame. As regiões adjacentes à lesão podem se moldar para compensar essa perda", diz a neurologista.

No entanto, não se sabe se essas mudanças são temporárias. Um estudo afirma que alterações na estrutura do cérebro podem durar apenas algumas semanas.

Logo depois, os tecidos voltam ao estado normal. Portanto, para que as modificações durem, o cérebro precisa de constante estímulo”.


Comentário:

O cérebro precisa de estímulos constantes. De acordo com estes estímulos ele se transforma e se "molda".

O que fazemos, pensamos e sentimos é fundamental para determinar como ele será.

É por causa desta plasticidade do cérebro que técnicas mentais, como a terapia de regressão, encontram maior facilidade para realizar a cura.

Quando uma pessoa mantém pensamentos fixos de raiva, por exemplo, todo o corpo e mente (que é parte do corpo) se prepara para o momento em que a raiva será transformada em ação. Isto inclui o reforço de pensamentos e memórias ligadas à raiva e o enfraquecimento daquilo que se contrapõem a esta raiva. Observe que o cérebro passa a selecionar o que fortalece aquele comportamento e inibe o que dificulta este comportamento.

Clique Aqui
Funciona assim: imagine que Maria está com sede e uma mulher dá água para ela. Maria terá muita dificuldade de sentir gratidão, se estiver fixada na raiva. Como a gratidão é um contraponto da raiva, a mente inibe este tipo de sentimento. Imagina que esta mulher deu água para Maria por cinquenta vezes. Uma vez ela deixa de dar água. A raiva virá facilmente, pois a Maria já está com a raiva dinamizada dentro da sua mente.

O que acontece com a Maria? O estímulo constante da raiva e a inibição de seus sentimentos opositores (gratidão, por exemplo) farão que sejam reforçadas as ligações neuronais ligadas à raiva e e enfraquecidas as outras ligações neuronais.

O que se descobriu agora é que além do reforço das ligações neuronais existe a possibilidade de novos neurônios surgirem e fortalecendo determinadas funções dentro da mente da pessoa. 

Por este mecanismo doenças e sofrimentos podem ser criados ou estimulados. O oposto também é verdadeiro: doenças e sofrimentos podem ser evitados.

Regis Mesquita
https://twitter.com/mesquitaregis



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Um comentário:

  1. oi. interessante esta colocação sobre o cérebro,
    mas imaginando dessa forma; o meu deve ser de "Titânio" pois analisando meu conteúdo cefálico, vejo que não mudei em nada.
    Apenas me surpreendo quando leio artigos como estes mas com tudo foi bem legal e proveitoso.

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