quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Música para perdedores: Starships de Nicki Minaj








Por Regis Mesquita



A sociedade americana vive de criar dívidas e tentar pagá-las.

Quando a economia entra em crise, as oportunidades diminuem.

Quem não desenvolveu habilidades e potencialidades sofre muito mais.

A crise não atinge todas as pessoas da mesma forma.

Algumas nem sentem, outras sentem pouco. Algumas vão à lona.

Quem sofre mais busca compensações e ilusões.


Pessoas sem esperança, sem disciplina, pouca determinação e muita televisão são dadas a “querer brilhar”.

Elas necessitam desesperadamente se sentirem “especiais”.

Elas necessitam de poder.

Elas necessitam da simulação de que podem fazer o que quiserem.

São perdedores, e perdedores costumam se refugiar na simulação da vida.

Os perdedores reforçam os mesmos traços que os fazem sofrer mais.

Fazem isto radicalizando o negativo e o ruim.

Poderiam mudar para melhor, aprender, desenvolver, reciclar a vida.

Qualquer crise pode se tornar uma oportunidade.

Para eles a crise é a amplificação do mesmo.

A melhor forma de superar as dificuldades é agregar sentimentos e valores nobres.

Os perdedores radicalizam o negativo.

Ou são vítimas, ou são “livres” – tome cuidado: eles estão prontos para sacanear alguém.

É difícil alguém produzir algo bom radicalizando o negativo.

Existe uma música que sintetiza o que estou escrevendo.

Chama-se “Starships”, da cantora Nicki Minaj.

Na letra, ela é livre porque vai torrar o dinheiro do aluguel em bebida alcoólica.

E diz: “que se dane quem você gosta”. É a tal liberdade: foda-se o mundo.

“Vamos fugir, vamos para praia.”

“Vagabundas como eu é difícil de achar.” Ela é livre, faz o que quer - entendeu?

Agora vem o poder: “o pedaço está dominado”.

E a sensação de poder:  “vou torrar meu dinheiro, e não vou desistir cedo”.

Lá vai o dinheiro do aluguel gasto em tequila.

Ela ama dançar e é isso o ela quer fazer.

É a única parte boa da música: amar dançar.



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O vencedor dança, aproveita a vida.

O vencedor tem autocontrole, sabe que pode atingir vários objetivos ao mesmo tempo.

Ele pode dançar, pagar o aluguel, trazer paz e satisfação para quem gosta dele.

O perdedor usa o risco e a autodestruição para ir além do limite e assim descarregar a adrenalina.

Dançando, bebendo e sendo egoísta, ela se sente poderosa.

“Sou a dona”.

“Brilhe, brilhe...”

O interessante é que o vencedor pode dançar e beber. E vai além: agindo com equilíbrio ele faz muito mais.



História real: duas irmãs saíam para dançar. Dançavam até o fim da festa. Uma bebia até cair e a outra bebia pouco, pois queria estudar e ajudar a mãe no dia seguinte.

Ao chegarem aos trinta anos, uma tinha uma vida muito melhor do que a outra.
Adivinha qual era?

Era aquela que atingiu vários objetivos ao mesmo tempo. Aquela que acrescentou atitudes nobres em sua vida.

As duas dançaram, as duas se divertiram. Só que uma continuou tendo uma vida divertidíssima com o passar dos anos.

O “brilho” da outra foi morrendo. Teve muito conflito e pouco resultado positivo.

Uma continuou voando. A outra perdeu a energia, e não desenvolveu habilidades que facilitariam reciclar a vida.

A letra diz: “naves espaciais foram feitas para voar”.

A letra induz ao pensamento de que pessoas especiais são livres e poderosas.

Não serve para quem transforma o dinheiro do aluguel em tequila.

Serve para quem desenvolveu múltiplas habilidades e evoluiu para uma vida mais equilibrada e nobre.

Com equilíbrio podemos atingir muitos objetivos, podemos criar felicidade duradoura para nós e para quem está próximo, podemos ser úteis, amigos, generosos, eficientes, etc.

Te garanto: o beijo na boca fica muito melhor. O amor é multiplicado. As oportunidades são ampliadas. O prazer fica mais profundo. A vida flui mais fácil. O tesão se mantém firme. E haverá muito mais alegria em fazer o que gostamos (dançar, por exemplo).

Enquanto o perdedor restringe a própria vida, o vencedor amplia. Vence, portanto, na corrida evolutiva da vida quem amplia a vida desenvolvendo habilidades e qualidades diversas.

E o melhor: nesta corrida existem tantos lugares de vencedores quantos forem os participantes. Porque a disputa ocorre basicamente dentro de nós mesmos.


PS: antes que me questionem. Não conheço a cantora, não julgo a pessoa. Estou usando a letra da música para descrever a realidade de muitas pessoas.

PS2: toda crise atinge também pessoas lutadoras e equilibradas. O texto enfoca em outro perfil da personalidade.


Autor: Regis Mesquita
https://twitter.com/mesquitaregis



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