domingo, 20 de setembro de 2015

A influência do pensamento positivo no cérebro e nas ações das pessoas.





Pensamento positivo influencia a mente e as ações das pessoas






O ótimo texto que vocês lerão abaixo foi retirado do livro FOCO.
O que estiver dentro de chaves {} é comentário meu. O texto é um pouco longo, mas vale a pena lê-lo.


Larry David, criador das séries de sucesso Seinfeld e Curb Your Enthusiasm, ... foi ver um jogo no Yankee Stadium. Durante uma pausa do jogo, as câmeras exibiram sua imagem nos telões gigantescos. Todo o estádio se levantou para aplaudi-lo. Mas quando David estava indo embora, mais tarde naquela noite, no estacionamento, alguém colocou o corpo para fora de um carro que passava e gritou: “Larry, você é um imbecil!”


No caminho para casa, Larry David ficou obcecado com aquele único encontro: “Quem é aquele cara? O que foi aquilo? Quem faria isso? Por que dizer uma coisa daquelas?” Foi como se todos aqueles 50 mil fãs carinhosos não existissem. Existia apenas aquele único cara.
{Cuidado com a ilusão. Com certeza não foram todos no estádio que  aplaudiram. Provavelmente, uma parte aplaudiu e outra ficou indiferente. A questão relevante é essa: não há como sustentar a satisfação por muito tempo se a necessidade de aprovação ganha muita força dentro da mente de uma pessoa.}

A negatividade nos foca numa faixa estreita - no que está nos incomodando. Uma regra geral da terapia cognitiva sustenta que focar nas experiências negativas é uma receita para a depressão. Um tratamento desses teria estimulado alguém como Larry David a desviar o pensamento para as boas sensações que teve quando a multidão enlouqueceu por ele e manter o foco nisso.
{Por isto a terapia cognitiva está se mostrando pouco eficiente. O problema do ator é seu apego à necessidade de reconhecimento. É isto que cria a fixação no negativo, que estreita o foco da consciência. Proponho que entrem no blog Caminho Nobre e estudem o que é a mente neutra / clara – a mente neutra.}

Emoções positivas ampliam nosso raio de atenção. Ficamos livres para observar tudo. De fato, usando a positividade, nossas percepções se transformam. Como diz a psicóloga Barbara Fredrickson, que estuda sentimentos positivos e seus efeitos, quando estamos nos sentindo bem, nossa, consciência se expande do foco normalmente centrado no “eu” para um foco mais inclusivo e afetuoso no “nós”.

Focar nas coisas negativas ou nas positivas funciona como uma alavanca para determinarmos como nosso cérebro opera. Richard Davidson descobriu que quando estamos num ânimo otimista e energizado, a área pré-frontal esquerda do nosso cérebro é ativada. A área esquerda também abriga um circuito que nos lembra de como nos sentimos bem quando finalmente alcançamos um objetivo buscado há muito tempo - isso ajuda a manter um aluno de graduação trabalhando arduamente numa monografia intimidadora.
{Está certo acima. Porém, tome muito cuidado com a dualidade positivo x negativo. O que é realmente um pensamento positivo? – leia este texto. Por exemplo, uma criança é levada ao parque de diversões, brinca, come, está feliz. No final pede algo a mais para o pai, que diz não. Ela fica insatisfeita ao ouvir o não. Ou seja, se a criança foi criada para desejar continuamente, ela sempre chegará ao momento da insatisfação. Uma mente que sempre deseja acaba sempre na frustração. O que fixa na mente é o que é cultivado continuamente (rotina/hábito); se a criança cultiva desejos, mesmo que tenha pensamentos positivos, ela chegará à insatisfação; chegará ao negativo.}




No nível neural, o pensamento positivo reflete por quanto tempo conseguimos manter essa perspectiva. Uma medida prática, por exemplo, avalia por quanto tempo as pessoas mantêm um sorriso depois de ver alguém ajudando uma pessoa com problemas ou depois de assistir a um bebe aprendendo a caminhar.

...

Como seria de esperar, pessoas que veem a vida por esse prisma {positivo} se focam nos raios de sol, não apenas nas nuvens. O oposto, o cinismo, gera pessimismo: não apenas o foco na nuvem, mas a convicção de que há nuvens ainda mais escuras se escondendo por trás daquela. Tudo depende no que focamos: no único fã desagradável ou nos 50 mil que aplaudiram.
{De novo, o sofrimento vem do fato do ator estar focado na necessidade de aceitação dos outros. A base negativa se sustenta, mesmo que em algum momento ele esteja satisfeito. Esta base negativa é como um dragão que acorda ao menor sinal. Assistir o jogo, se divertir, ser aplaudido – tudo isto acaba tendo menos força do que um único sujeito desagradável. A mente dele é negativa e reagiu ao sujeito negativo. Chamamos este tipo de mente de mente reativa.}

Em parte, o pensamento positivo reflete os circuitos cerebrais de recompensa em ação. Quando estamos felizes, o núcleo acumbente, uma região junto ao estriado ventral, no meio do cérebro, é ativado. Essa região parece vital para a motivação e para a sensação de que o que estamos fazendo é recompensador. Ricos em dopamina, esses circuitos são os condutores dos sentimentos positivos, da luta pelos objetivos e dos desejos.
{A forma de manter a mente melhor preparada para a recompensa é entrar em um estado de paz e serenidade. Esta serenidade mantém a satisfação como elemento base do cérebro. No caso do ator, a base são critérios de vaidade, orgulho, apego, etc.  A mente do ator está sempre inquieta e insatisfeita, o nível basal de satisfação é muito baixo.}

Isso se combina com os opiáceos endógenos do cérebro (os opiatos próprios do cérebro), que incluem as endorfinas (os neurotransmissores dos corredores). A dopamina pode alimentar nossa motivação e persistência, enquanto os opiatos conferem a elas uma sensação de prazer.
{Quando as pessoas estão numa situação de paz e serenidade elas sentem uma satisfação intensa. É aquela sensação de que “o mundo lá fora pode cair que eu estou feliz”. Lembre que o autor deste belo texto comete um erro: não são situações eventuais que conta. E sim o que você cria como rotina dentro da sua mente.}

Esses circuitos permanecem ativos enquanto nos mantemos positivos. Num estudo revelador comparando pessoas deprimidas com voluntários saudáveis, Davidson descobriu que, depois de ver uma cena feliz, os deprimidos não conseguiam manter os sentimentos positivos resultantes - seus circuitos de recompensa desligavam muito antes.  Nossa área executiva pode disparar esse circuito, nos tornando melhor em manter sentimentos positivos e em seguir em frente apesar de problemas, ou simplesmente trabalhando por um objetivo que nos faça sorrir quando pensamos como será quando o atingirmos. E o pensamento positivo, por sua vez, traz grandes benefícios ao desempenho, nos energizando para que consigamos nos focar melhor, pensar com mais flexibilidade e perseverar.

Eis uma questão: se tudo funcionasse perfeitamente na sua vida, o que você estaria fazendo em dez anos? Essa pergunta nos convida a sonhar um pouco, a pensar o que realmente é importante para nós e como isso pode guiar as nossas vidas.
{É um exercício legal. Só evite a megalomania.}

“Falar sobre nossos sonhos e objetivos positivos ativa centros cerebrais  que nos abrem para novas possibilidades. Mas se mudamos a conversa para o que deveríamos fazer para nos consertarmos, nos fechamos” ,  diz Richard Boyatzis, psicólogo da Escola de Administração Weatherhead na Universidade Case Western Reserve...

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A fim de explorar esses efeitos contrastantes no treinamento pessoal, Boyatzis e colegas examinaram os cérebros de estudantes universitários sendo entrevistados. Para alguns, a entrevista se focou em pontos positivos, como essa pergunta sobre o que gostariam de estar fazendo em dez anos e o que esperavam conquistar com os anos de faculdade. Os exames cerebrais revelaram que, durante as entrevistas com foco positivo, houve mais atividade nos circuitos de recompensa do cérebro e nas áreas de bons sentimentos e lembranças felizes. Pense nisso como uma assinatura neural da abertura que sentimos quando somos inspirados por uma visão.
{Em outras palavras: tenha sempre claro quais são seu planos, metas e objetivos. Já que temos que nos esforçar é mais legal esforçar em uma direção que a pessoa considera boa.}

Para outros, o foco foi mais negativo: o quão exigente eles consideravam ser seus compromissos de aula e deveres, as dificuldades de fazer amigos e os medos em relação ao desempenho escolar. Enquanto os estudantes penavam com as perguntas mais negativas, eram ativadas áreas do cérebro que geravam ansiedade, conflito mental e tristeza.
{Imagine sua mente escutando notícias no rádio carro. As notícias serão que um barco virou na Indonésia, a milionésima bomba explodiu no Iraque, etc. Fica um estado de angústia básica, uma insatisfação, que somente os viciados no negativismo conseguem escutar dia após dia. Sobre esta angústia básica: sugiro que pesquise aqui no site Psicologia Racional, o termo negativismo. Vários textos vão ser sugeridos.}

Boyatzis argumenta que um foco nos nossos pontos fortes nos incentiva a seguir rumo a um futuro desejado e estimula a abertura a novas ideias, pessoas e planos. Por outro lado, dirigir a atenção às nossas fraquezas provoca um senso defensivo de obrigação e culpa, nos fechando para o mundo.

A lente positiva mantém a alegria no treinamento e na aprendizagem, o motivo pelo qual até mesmo os atletas e artistas mais experientes ainda gostam de ensaiar seus movimentos. “Precisamos do foco negativo para sobreviver, mas de um foco positivo para prosperar”, diz Boyatzis. “Precisamos dos dois tipos de foco, mas na proporção certa.”

Seria bom se essa proporção pendesse muito mais para o positivo do que o negativo, a luz do que é conhecido como “Efeito Losada”, em homenagem a Marcial Losada, psicólogo organizacional que estudou as emoções de equipes comerciais de alto desempenho. Ao analisar centenas de equipes, Losada determinou que os mais competentes tinham uma proporção positivo/ negativo de pelo menos 2,9 bons sentimentos para cada momento negativo (há um limite máximo para a positividade: acima de uma razão Losada de cerca de 11:1 as equipes aparentemente ficam eufóricas demais para serem competentes).  A mesma faixa de proporção se aplica para as pessoas que prosperam na vida, segundo uma pesquisa realizada por Barbara Fredrickson, psicóloga da Universidade da Carolina do Norte...
{Lembre-se: a melhor forma de melhorar esta proporção é aproveitar o que já tem, aproveitar o que já é, aproveitar as oportunidades que estão ao alcance. Aproveitar o que existe e está à mão. Melhorar e desejar deve ocupar pouco espaço na mente do ser humano. Tem que ter espaço, mas pouco.}

Uma conversa que começa com os sonhos e as esperanças de alguém pode levar a um “caminho” de aprendizado - uma série de atividades prazerosas levando àquela visão. Essa conversa pode extrair alguns objetivos concretos da visão geral e depois olhar para o que é necessário para alcançar esses objetivos - e em quais capacidades podemos querer trabalhar a fim de melhorar com o objetivo de chegar lá.
{A pessoa que aproveita o que está no aqui-agora, tem força e satisfação para ir além. O autor do texto foca muito nos sonhos. Mas, o foco correto é aproveitar o que já existe, já possui e já tem. Por exemplo: um filho que curte sua mãe e é feliz com ela normalmente estará mais motivado para agir em outros momentos. A base da vida é aproveitar o que existe para poder “chegar mais longe”,  conquistar mais e tornar-se um pouco melhor para “chegar lá”. Estas pessoas não têm recompensas só no futuro, elas têm suas recompensas no presente também.}

 Isso contrasta com uma abordagem mais comum que se foca nas fraquezas da pessoa - quer sejam notas ruins ou deixar de atingir metas trimestrais - e o que fazer para remediá-las. A conversa se concentra no que está errado conosco - nossos fracassos e no que precisamos fazer para nos “consertar” - e todos os sentimentos de culpa, medo e outros do gênero que os acompanham. Uma das piores versões dessa abordagem ocorre quando os pais punem um filho por tirar notas ruins até que ele melhore a ansiedade de ser castigado acaba por efetivamente prejudicar o córtex pré-frontal da criança enquanto ela tenta se concentrar e aprender, criando ainda mais impedimentos para a melhora.
{Algumas vezes é importante punir da forma que ele critica. Porém, deve ser somente em raríssimas exceções. Foque primeiro o objetivo, as conquistas e o que falta para atingi-las. Foque em uma estratégia construtiva e (muitas vezes) criativa para melhorar o desempenho.}







Nos cursos que leciona na Case para alunos de MBA e executivos de nível intermediário, Boyatzis tem aplicado há muitos anos a técnica de treinamento que prioriza os sonhos. É certo que os sonhos sozinhos não são o bastante: é preciso praticar o novo comportamento a cada oportunidade que se apresente naturalmente. Num determinado dia, isso pode significar algo entre nenhuma e uma dúzia de chances de experimentar a rotina que você esteja tentando dominar a caminho do seu sonho. Esses momentos fazem a diferença.

Um gerente, aluno de um MBA executivo, queria construir relacionamentos melhores. “Ele tinha formação em engenharia , Boyatzis me contou. “Quando lhe dávamos uma tarefa, tudo o que ele via era a tarefa, não as pessoas com quem trabalhava para executá-la.”

Assim, seu plano de aprendizagem se tornou” passar tempo pensando em como o outro se sente”. Para contar com ocasiões regulares de baixo risco para essa prática fora do ambiente de trabalho e dos hábitos que ele tinha lá, ele ajudou a treinar o time de futebol do filho e tentou se focar nos sentimentos dos jogadores enquanto os treinava.
{As mudanças devem ser progressivas. Uma ou duas de cada vez. Devem ser constantes e intensas. A atitude do sujeito de aumentar sua exposição a grupos e assim poder desenvolver sua habilidade emocional mostra que ele é dedicado e intenso em sua decisão. Tenha esta pessoa como exemplo.}

Outro executivo começou a dar aulas de reforço com o mesmo objetivo de aprendizado, ensinando como voluntário de uma escola de ensino médio num bairro pobre. Boyatzis conta que ele usou essa oportunidade “para ajudar a si mesmo a aprender a se conectar com o outro e a ser mais gentil, ao ajudar outras pessoas” - um novo hábito que acabou levando para o ambiente de trabalho também. Ele gostou tanto de dar aulas e reforço que se inscreveu para vários outros semestres.



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Para obter dados sobre a efetividade do método, Boyatzis faz avaliações sistemáticas dos alunos do curso. Colegas de trabalho ou outras pessoas que os conhecem bem avaliam anonimamente os alunos em dezenas comportamentos específicos que exibem uma ou outra competência de inteligência típica de pessoas de alto desempenho (por exemplo: “compreende os outros ouvindo atentamente”). Então ele volta a procurar os alunos anos mais tarde e faz com que sejam novamente avaliados por quem está trabalhando naquele momento com eles.
{Sem critérios claros de avaliação as pessoas desenvolvem menos e criam grandes ilusões. Ou seja, para mudar um hábito ou uma forma de ser pense sempre em quais os critérios que utilizará para avaliar os resultados. Anote-os, porque mudanças se contam ao longo de semestres ou anos. Os brasileiros tem grande dificuldade em criar critérios de avaliação e usá-los.}

“Até agora realizamos 26 estudos longitudinais separados, indo atrás das pessoas onde quer que elas estejam trabalhando”, Boyatzis me contou. “Descobrimos que as melhorias que os alunos fizeram na primeira rodada se mantêm até sete anos depois.”
{Persistir é fundamental. Também é importante mudar além do comportamento, é preciso mudar os padrões mentais que regem a mente. Por exemplo: o ator (do início do texto) pode aprender a desviar o foco do seu pensamento do sujeito que lhe xingou. Porém, se não mudar sua dependência do reconhecimento alheio a tendência é que aos poucos ele volte a sofrer. Se você se esforçar para mudar, que seja para sempre. Identifique seus padrões mentais e atue sobre eles.}

Quer estejamos tentando aperfeiçoar uma habilidade esportiva ou musical, aumentar nossa capacidade de memória ou de ouvir melhor, os elementos centrais do treinamento inteligente são os mesmos: idealmente, uma poderosa combinação de alegria, tática inteligente e foco total.

Conforme exploramos as três variedades de foco, também falamos sobre formas de aprimorar cada uma delas. O treinamento inteligente atinge a um nível mais fundamental, cultivando as bases da atenção sobre as quais o foco triplo é construído.

{Agora eu te convido a ter uma ação competente e eficiente: leia este texto de novo. Reflita e daqui a alguns dias leia novamente este texto. É assim que o conhecimento poderá ser melhor apreendido por você. No mundo atual, a superficialidade e a rapidez são grandes empecilhos para um conhecimento mais forte, abrangente e eficiente. Adote este critério em sua vida.}

(Livro “Foco” – Daniel Goleman, pag 164 a169)


Autor dos comentários: Regis Mesquita
https://twitter.com/mesquitaregis



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Um comentário:

  1. O blog Psicologia Racional possui textos de qualidade muito elevada. Colocarei o mesmo entre meus favoritos. Uma ótima descoberta.
    Toninho Cruz

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