quarta-feira, 25 de maio de 2011

As leis, o bom senso e os homossexuais. Entenda de modo simples o porque o casamento gay é algo bom para a sociedade.




Casamento gay e homossexualidade saiba como ter bom senso nesta questão






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A realidade de uma sociedade muda com o tempo. Situações que antes não existiam começam a se tornar cada vez mais comuns. As leis devem mudar para acompanhar a realidade.

Quarenta anos atrás não existia o problema de spans e de emails com vírus. Hoje existe e é uma situação que requer leis específicas regulando e punindo abusos.

O mesmo acontece com homossexuais que constroem a vida juntos por muitos anos. Veja história real abaixo:


duas mulheres homossexuais vivem juntas a mais de 15 anos. Constroem uma vida comum e, como todo casal, compram juntas um apartamento (casa própria) para morarem. As duas trabalham, estudam, melhoram de vida. Ou seja, se esforçam muito.

Um dia uma delas descobre que está com câncer. Juntas enfrentam o desafio da doença. Infelizmente a vida de uma termina. Sua parceira ficou ao seu lado, cuidando e amparando até o último momento.

Chega o momento de fazer o inventário dos bens. Para quem a metade do apartamento e metade do dinheiro deve ficar: para a companheira ou para primos que ela não via há mais de 20 anos?

As leis devem servir para regular o que JÁ EXISTE. Pois a função básica das leis é evitar brigas e desavenças. Quando a mulher faleceu os primos revindicaram o direito ao dinheiro. Mesmo que eles não tivessem visto a prima nos últimos 20 anos, nem frequentado a casa dela, eles se achavam no direito legítimo de embolsarem o dinheiro.

A união civil entre pessoas do mesmo sexo (casamento gay) serve para resolver problemas como estes. É o reconhecimento pela lei de que pessoas do mesmo sexo podem se amar e construir uma vida comum.

São problemas reais, que não dependem de religião, nem de opiniões pessoais. Ninguém precisa mudar sua opinião sobre a homossexualidade. Basta entender que as leis devem regular situações como estas para que aproveitadores não atrapalhem a vida dos outros.

Ninguém é obrigado a ser amigo de homossexual. Ninguém é obrigado a nada. O que não pode é agredir ou discriminar (perseguir a pessoa no emprego, por exemplo).








O que existe é a emoção à flor da pele de pastores, políticos e padres. Este exagero os torna muito irracionais, pois não muda nada na vida da igreja deles.

Cada vez que eles criticam a vida dos outros, acabam assustando muitas pessoas. Quando estas pessoas descobrem que a União Civil de Homossexuais ("casamento gay") é uma lei totalmente irrelevante na vida delas, acabam perdendo a confiança nestes líderes espirituais.

Foi assim também quando as mulheres conquistaram o direito ao voto: estes mesmos tipos previram o "fim do mundo". Depois de um tempo a emoção passou, o bom senso prevaleceu e apareceram opiniões mais equilibradas - as pessoas acostumaram com o fato das mulheres votarem.

O mesmo aconteceu quando da campanha pela abolição da escravatura. Pessoas colocavam medo dizendo que os negros livres iriam atacar e estuprar as mulheres. Nada disso aconteceu. Mas, muitos brancos e negros se colocaram contra o fim da escravidão por se sentirem inseguros.

O mesmo acontece hoje: pessoas inconsequentes fazem do "casamento gay" algo extremamente importante e negativo. Muitas pessoas sentem-se inseguros. Na verdade, esta questão é irrelevante para a vida da população. Só é importante para os homossexuais que constroem uma vida juntos.

Esta opinião do Pastor Ricardo Gondim é muito sensata: "Todavia, reafirmo minhas palavras: em um Estado laico, a lei não pode marginalizar, excluir ou distinguir como devassos, promíscuos ou pecadores, homens e mulheres que se declaram homoafetivos e buscam constituir relacionamentos estáveis. Minhas convicções teológicas ou pessoais não podem intervir no ordenamento das leis.” (fonte: Revista Carta Capital)

Ou seja, nós como pais podemos orientar nossos filhos. Os pastores e pastores podem orientar seus fiéis. As famílias podem ter suas opiniões. Nada muda para a igreja, nada muda para os pais, nada muda para a família.

RESPEITAR NÃO QUER DIZER INCENTIVAR. Tem muita gente confundindo as coisas.

Eu oriento meus filhos a respeitarem os homossexuais. Não acredito em uma educação na qual se ensina respeitar algumas pessoas e outras não. O respeito deve ser para com TODOS e sempre.

Da mesma forma emito minha opinião: "meus filhos, não gostaria que vocês escolhessem este caminho. Acho que é um caminho limitado e com muito menos chance de vocês serem felizes".

Se eles escolherem este caminho continuarão ter o meu amor e companheirismo. Os respeitarei, por que a honestidade, o trabalho e o amor são muito mais importantes que a sexualidade. A imensa maioria dos homossexuais são pessoas trabalhadoras, corretas, esforçadas e dignas.


Autor: Regis Mesquita
https://twitter.com/mesquitaregis




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Gays existem e merecem respeito. Sua contrariedade não muda este fato.







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