sábado, 30 de dezembro de 2017

O casamento das mulheres muçulmanas. O diálogo necessário com o islamismo a partir dos direitos humanos.


A história da refugiada síria que foi perseguida por causa de uma história de amor



Por Regis Mesquita

Cada bomba que os EUA e seus aliados jogam sobre o Oriente Médio e Ásia desperta mais ódio contra os cristãos.

O resultado?

A discriminação contra os cristãos que moram nestas regiões, que sempre foi grande, torna-se cada vez maior.

O Vaticano estima que 100 mil cristãos são mortos todos os anos por causa de sua fé. Um milhão de cristãos mortos a cada década e outros milhões privados de liberdade, de suas casas, estuprados, etc. (1)

É um massacre!

Infelizmente, a imensa maioria deste massacre é realizada por muçulmanos. O que gera o surgimento de radicais islamofóbicos.

O que há em comum entre islamofóbicos (que despejam ódio), os muçulmanos tradicionalistas (que despejam leis e regras preconceituosas) e senhores da guerra que se acham no direito de despejar bombas sobre a vida de outras pessoas?

Em comum eles possuem o DESPREZO pelos Direitos Humanos.

Os Direitos Humanos deve ser o farol que guia as avaliações das pessoas com relação ao certo e ao errado.

Também deve ser a base do diálogo e do confronto de ideias.

Através do diálogo e do confronto de ideias pode-se surgir o aprendizado e o aumento do respeito em uma sociedade.

Por exemplo:

No começo da Revolução Cubana (década de 1950), os homossexuais eram discriminados. Como, aliás, eram em outros países, como o Brasil.

Através dos questionamentos e do confronto de ideias, houve uma grande mudança. Hoje Cuba é um lugar seguro para os homossexuais.

Os benefícios do aprendizado:

Por causa destas mudanças muito sofrimento foi evitado. Onde impera o respeito existe menos sofrimento.

Conclusão:

A promoção dos Direitos Humanos deve ser feita sempre; buscando a verdade e apresentando-a com sinceridade e paciência.


Leia a história abaixo sobre o casamento de uma mulher muçulmana e um homem cristão, depois eu comento (2):

“Maha Mamo gostaria de poder responder à pergunta “De onde você é?”. Mas não pode. Ela é apátrida.

Filha de pais sírios - o pai cristão, a mãe, muçulmana -, nunca teve nacionalidade concedida. A Síria não reconhece filhos de pais com casamento não oficial. “Eram vizinhos e se apaixonaram. Todos os chamavam de Romeu e Julieta”, conta à BBC Brasil.

Os pais fugiram para o Líbano. Os três filhos também não foram reconhecidos lá. Maha, hoje com 29 anos, se lembra da primeira vez em que se deu conta que era apátrida: “Queria jogar no time de basquete oficial do Líbano, mas não podia”.

São as pequenas coisas que fazem a diferença, diz ela. Aspectos do dia a dia, como alugar livros em bibliotecas, torcer para que chegue o aniversário de 18 anos para tirar a carteira de motorista - “nunca nem pude sonhar com isso” -, ir para festas.”


Comentário:

Yasser Arafat, falecido líder palestino, era casado com uma mulher cristã. Isto é permitido! Um homem cristão casar com uma mulher muçulmana é proibido.

É a Lei Islâmica! E está errada.

O amor entre duas pessoas e o desejo de constituir família deve ser sempre respeitado. Não importa religião, raça ou classe social.

Quando há o desrespeito aos Direitos Humanos, problemas simples tornam-se muito complexos.

Este é um exemplo: estas pessoas deveriam viver felizes na Síria. Mas, viviam com medo e sob risco de serem punidas.

As punições possíveis são a perda da guarda dos filhos, prisão, entre outras.

Uma das maiores tragédias dos casamentos de homens cristãos com mulheres muçulmanas é o fato de que em muitos casos a mãe e o pai nunca mais podem ver os próprios filhos.

É muito sofrimento! É muita maldade!

Maldade esta apoiada pela maioria dos muçulmanos, com base na lei islâmica.

Quando você ver os refugiados sírios (que devemos respeitar) na televisão lembrem-se que eles muito provavelmente apoiavam leis como esta. O ódio que surgiu na guerra, foram eles mesmos que cultivaram.

A família da reportagem, que se constituiu baseada no amor, teve que fugir. Primeiro para o Líbano, depois para o Brasil. O sonho é ter uma vida normal. Poder pegar um simples livro em uma biblioteca, por exemplo. Mas, a Lei Islâmica impõem o sofrimento para estas pessoas (se ficassem em países com grande influência destas leis).






Sabemos que existem pessoas com bom coração em todas as religiões. Sabemos que existem problemas em todas as religiões.

Por isto, se quisermos criar uma vida em harmonia devemos confrontar estas crenças.

É errado! Quem é islâmico tem que saber que é errado. Que esta parte da lei religiosa (como algumas outras também) gera sofrimento, gera maldade, crueldade e abusos.

É errado! 

É errado maltratar crianças e negar-lhes os direitos básicos. 

É errado perseguir e gerar insegurança em casais que se unem por amor. 

É errado causar tanto sofrimento porque a esposa é muçulmana e casou com um homem cristão.

Gerar sofrimento em outras pessoas não engrandece nenhuma religião.

A Lei está errada e cabe a cada islâmico do planeta aceitar a mudança deste ponto de sua crença.

Todas as religiões devem viver em paz e em harmonia. Para isto pequenas mudanças devem ser realizadas. A harmonia exige sempre sacrifício, boa vontade e aprendizado. O diálogo deve ser aberto e claro, porque somente assim a transformação se faz mais rápida e profunda.

Vivemos uma época em que os Direitos Humanos tem sido combatido com mais veemência. Eles, porém, continuam sendo a direção e a “luz” mais importante para as ações de quem quer construir um mundo mais harmônico, com mais paz e mais equilíbrio.

Falar de paz é fácil. Mais difícil é fazer o sacrifício necessário para criar a paz e a harmonia entre as pessoas. O reconhecimento de erros é uma necessidade para que a pessoa não se autoengane. É através do autoengano e das desculpas que os preconceitos se mantêm ativos e fortes.

Concluindo: todos possuem o direito de se unirem baseados no amor. Todos podem criar suas famílias independentemente de raça, religião ou classe social. Ninguém pode atrapalhar a vida de um casal que se une através do amor.



(2) A gratidão ao Brasil da refugiada sem pátria que acabou perdendo irmão em assalto


PS: no final desta página você encontra um vídeo bônus com uma ótima reflexão para seu dia a dia.


Autor: Regis Mesquita



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