domingo, 10 de julho de 2011

Pequenas e constantes inovações para a vida ficar sempre melhor








Amigos do site Psicologia Racional,


a cultura japonesa desenvolveu um conceito  muito importante: “pequenas e constantes mudanças”.  As  mudanças  devem  ser contínuas, ou seja, ser parte importante da rotina de uma empresa ou de uma pessoa. Ficar melhor, sempre – poderia ser o lema. 

Quando presto consultoria, sempre oriento para que entre as quatro principais prioridades esteja uma inovação. Se esforçar para sempre ter uma inovação em foco. No resto do tempo, deve-se “tocar o barco” do que já existe.

A vida (pessoal ou profissional) é composta de várias fases. É necessário se adaptar a estas mudanças e enfrentar os novos desafios. Na realidade, o melhor  mesmo  é se ANTECIPAR  às mudanças.

A inovação  proporciona alguns ganhos importantíssimos; como, por exemplo, a capacidade de correr riscos, estabelecer metas mais ousadas, aprendizado constante e ampliar a rotina mental.


Com certeza, o maior benefício é o desenvolvimento de uma alta tolerância ao sofrimento da frustração. Inovar é errar e acertar. Mais errar do que acertar. Mas, quando vem o acerto há um ganho que se espalha ao longo do tempo, sendo possível usufruí-lo por anos ou décadas.


A maior parte das pessoas tem grande dificuldade de inovar.  Inclusive por considerarem a inovação um ato de genialidade.  Há os gênios e há os inovadores constantes.  Uma vida com rotina inovadora está aberta para todas as pessoas. 

A seguir transcrevo parte de uma reportagem da revista Época Negócios que exemplifica muito bem estes dois perfis capazes de produzir o NOVO.

“O conceito de pequenas apostas traz embutida a noção de que a inovação se dá por tentativa e erro, não por inspiração divina. Ele é, em grande medida, oposto ao mito clássico da genialidade. De acordo com Robert Root-Bernstein, professor de fisiologia da Universidade de Michigan e pesquisador do tema criatividade, o mito diz mais ou menos o seguinte: algumas pessoas nasceram com um talento tão tremendo que a obra sai pronta de sua cabeça, como mágica, de uma vez só. O exemplo mais citado é o compositor Wolfgang Amadeus Mozart. Pelo capricho de suas partituras, supõe-se que ele escrevesse suas sinfonias de uma única vez, num ato de inspiração. “Como contra exemplo ao mito de Mozart, mostro aos meus alunos de criatividade o caso de [Ludwig van] Beethoven”, diz Root-Bernstein, em um artigo na revista Psychology Today. A diferença entre os dois compositores está bem descrita no livro A Vida dos Grandes Compositores, deHarold Schonberg: “Beethoven trabalhava lentamente. Enquanto Mozart gastava dias ou semanas em uma única obra, Beethoven gastava meses ou anos. Mozart compôs suas três grandes sinfonias em seis semanas, durante o verão de 1788. Beethoven levou pelo menos três anos, aprimorando e reescrevendo, antes de achar que seu Opus 1, um conjunto de três trios para piano, estava pronto para publicação. Ele trazia suas idéias na cabeça por um longo tempo e depois batalhava para colocá-las no papel. Seus rascunhos revelam que ele refinava e refinava novamente, mudando nota a nota cada fraseado até que adquirisse a qualidade que hoje reconhecemos como beethoviana. O tema do movimento lento da Quinta Sinfonia deve ter passado por ao menos uma dúzia de transformações antes que Beethoven lhe desse a forma que conhecemos”.


Para o professor David Galenson, da Universidade de Chicago, Mozart e Beethoven representam dois tipos de inovador: o conceitual e o experimental. O conceitual, como Mozart, é o inspirado, que nasceu assim e provavelmente vai se revelar cedo. O experimental é persistente, disposto a aceitar fracassos. É como Thomas Edison, fundador da General Electric: “Se eu achei 10 mil modos de algo não funcionar, não fracassei. Não me desencorajo, porque sei que cada tentativa errada é mais um passo para a frente”, dizia. Mesmo alguns gênios, cujas descobertas nos parecem ter surgido num estalo, talvez não sejam assim. .... O que todos consideram um grande salto é um acúmulo de pequenas descobertas. A vantagem do tipo experimental é que ele está ao alcance de qualquer pessoa – ou empresa. O inovador, de acordo com o livro de Sims, tem três características: ele faz pequenas apostas; em vez de se abater, encara seus erros como aprendizado; e sabe que as boas idéias vêm aos pedacinhos, de fontes variadas”.


No twitter: @mesquitaregis



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